SOBRE A INTRODUÇÃO ALIMENTAR

Depois dos primeiros meses iniciais do bebê em casa…. quando você se encontra enfim adaptada em meio a trocas de cocô, xixis, mamadas, e enfim se sente tranquila pra cuidar do bebê chega a hora de uma grande novidade na rotina de vocês: A INTRODUÇÃO ALIMENTAR!

E eis que começa tudo novamente, você se sente de novo completamente imersa em um mundo desconhecido e cheia de novas dúvidas.

Pensando nisso reuni algumas dicas que foram importantes pra mim, e que me ajudaram nessa fase tão estressante para nós mães.

Lembrando que seguimos as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde).

A introdução alimentar deve ser feita quando o bebê completa 6 meses de idade. E essa indicação vale tanto para bebês amamentados, quanto para aqueles que usam formulas. Sei que muitos médicos sugerem a introdução alimentar mais cedo, principalmente para mães que fazem uso de complemento, ou que necessitam trabalhar, entretanto o ideal é que se espere os 6 meses para que o sistema digestivo do bebê esteja completamente formado.

Com Augusto iniciei aos 6 meses com banana prata, e não foi exatamente como imaginei, ele comeu pouco e cuspiu depois mas logo se acostumou com a textura e foi comendo cada vez mais.

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Devorando uma salada de frutas sozinho, do jeitinho que ele gosta.

Inicie com uma fruta e repita a mesma por 3 dias consecutivos. Se me recordo quem me deu essa dica foi a Lucinha, já que a Marília é mais velha que Guto alguns meses, assim você pode saber se o bebê apresenta algum desconforto ou alergia com o alimento apresentado. Após os 3 dias insira outra fruta e assim por diante.

Introduza o almoço após umas 2 semanas de frutas. Aqui também vale a regra de apresentar um legume/vegetal por vez até que o bebê esteja acostumado com a textura e gosto de cada um. Vale lembrar que não é indicado liquidificar os alimentos para os bebês, mesmo que ainda não tenham dentes. Aqui eu cozinhava até ficar macio e amassava no garfo, e sempre comeu sem problema algum, se necessário acrescentava água pra ficar mais mole.

Deixe que o bebê pegue os alimentos e coma sozinho (mesmo que isso signifique que você terá muita bagunça pra limpar depois, rsrs). Esse método tem até um nome BLW (Baby Led Weaning) muitas vezes deixei que Augusto comesse sozinho e apesar da bagunça é divertido ver eles conhecendo as texturas e se virando pra comer do jeitinho deles.

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Augusto com cerca de 7 meses comendo (tentando) comer sozinho com as mãos.

Aos poucos vá deixando pedaços maiores na papinha. Aos poucos deixe de amassar a comida para que fique cada vez mais com a textura da comida das demais pessoas da casa e o bebê se acostume com a textura. Aqui com 10 meses Augusto já comia a comida de casa.

Evite o uso de sal e açúcar nas comidas do bebê. Todo mundo sabe mas vale a pena ressaltar: nosso paladar é formado até os 2 anos de idade então é importante que não “viciemos” o paladar dos pequenos, talvez esteja insosso pra gente mas pros pequenos não, e como sabemos sal e açúcar demais são os vilões de qualquer dieta (queria eu poder viver sem açúcar e ser feliz).

Introduza os líquidos. Uma boa dica é utilizar copos de treinamento ao invés das tradicionais mamadeiras. Hoje existem copos anti-vazamentos ótimos (até testamos aqui e aqui), e com o uso do copo não precisaremos nos preocupar em “tirar a mamadeira” mais tarde.

Desencane sobre o peso do bebê. Sim essa é umas das grandes neuras da maternidade e eu sei disso por experiência própria, mas digo a vocês que me senti bem melhor quando parei de questionar o baixo peso do Guto (hoje com 2 anos e 2 meses pesa 11kgs) e comparar com os demais bebês que eu conhecia. Alguns bebês tem o biotipo magro e não engordam com facilidade, então não pirem demais com o peso (claro que sempre é bom fazer exames se tiver algum outro indicador, mas na maior parte dos casos só é o biotipo mesmo).

Não insista quando o bebê recusar a comida. Muitas vezes queremos que o bebê bata aquela pratão, mas isso é uma ansiedade nossa e devemos lidar com isso, os bebês recusam a comida quando estão satisfeitos e não é todo dia que estão com aquele apetite todo.

Evite papinhas industrializadas. Sei que até mesmo médicos indicam (fui em um pediatra que até disse ser melhor que comida caseira, claro que nunca mais voltei nele), e dizem que não possui conservantes e blá blá blá, mas ninguém me coloca na cabeça que algo que fica 6 meses numa prateleira não tem conservantes. Uma boa dica é cozinhas a papinha e congelar pequenas porções no freezer, assim em qualquer emergência você estará preparada com uma papinha caseira pronta.

Enfim meninas, espero que possa ajudar vocês nessa fase que é tão estressante. Sei que na maior parte das vezes não é como esperamos, poucos são os bebês que saem comendo logo de cara, que não dão nenhum tipo de trabalho na introdução alimentar, então força na peruca que tudo vai dar certo.

Boa sorte, beijinhos,

Ari

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