COMO ALERTAR AS CRIANÇAS SOBRE PESSOAS ESTRANHAS

SENTA QUE LÁ VEM INFORMAÇÃO!

Quem nos acompanha na página deve lembrar que há pouco mais de 1 mês na minha cidade, um menino chamado Luis Felipe de 2 anos SUMIU!

Sumiu gente, desapareceu… A princípio pensou que ele estivesse perdido na mata ou caído num rio próximo onde ele morava, buscas foram feitas por dias, e nada. E a teoria na qual a polícia trabalha desde então é a de que a criança foi raptada em frente da sua própria casa.

1 mês se passou e nenhuma pista foi informada pela polícia, NADA! Isso é desesperador!!!

A comoção aqui na cidade foi geral, e inevitável imaginar que poderia ter acontecido com qualquer um, que o perigo estava tão perto.

Fiquei desesperada atrás de dicas de como alertar a Lara sobre esses perigos que nos rondam. E vocês sabem que tudo que pesquiso pra mim, gosto de compartilhar com vocês, ainda mais sendo um assunto tão sério como esse.

A primeira dificuldade que encontrei é que crianças pequenas não entendem muito bem nossos alertas, elas até ficam com a história na cabeça, mais se distraem, são inocentes, a gente precisa lembra-las constantemente.

Eu li bastante coisa por aí, umas muito difíceis de se por em prática, tipo coisa que ninguém vai fazer entende? As dicas tem que ser práticas, e fáceis de se encaixar na nossa rotina. Separei algumas e vou passar pra vocês:

  • CONVERSAR: a partir dos 3 anos as crianças mesmo sendo pequenas, conseguem assimilar algumas noções de segurança quando ensinadas da maneira correta e em uma linguagem compreensível para a idade delas.

A ideia é informar sobre situações perigosas e pessoas estranhas, e não amedrontar a criança.

Usar exemplos do dia a dia é uma boa forma de ensinar sobre ações e consequências.

As explicações devem ser dadas por inteiro (“Se você cair da janela, vai se machucar, terá muitos dodóis e não poderá mais ficar com o papai e a mamãe”). Do contrário, corre-se o risco de a criança ficar curiosa sobre o desfecho e fazer exatamente o que não pode só para saber o que acontece.

Dependendo da idade e do desenvolvimento, o pequeno precisará de mais conversas. Como tudo o que se relaciona à educação infantil, o segredo é a repetição. Explique muitas vezes, e sempre que for necessário.

A criança tem de sentir que há uma parceria entre vocês. “Se ficar com medo e perder a confiança nos pais, ela nunca mais vai contar algo que fez ou aconteceu.

  • PESSOAS ESTRANHAS: crianças tendem a achar que adultos são sinônimos de segurança, e mesmo as que costumam “estranhar” muitas vezes não resiste a um doce ou brinquedo oferecido.

Os pais precisam explicar que nem todo mundo é legal, que tem pessoas que gostam de deixar a gente triste, sem comida, gosta de bater na gente, e às vezes até leva a gente embora e não deixam mais ver a mamãe. Por isso, não se deve aceitar nada de alguém que não se conhece e muito menos acompanhar essa pessoa a algum lugar.

E mesmo quando vai sair com a mãe de uma amiguinho, ou com algum parente precisa sempre avisar a mamãe antes.

Não entrar em carros de estranhos, ou mesmo vizinho e amigos sozinho e sem o consentimento dos pais.

Oriente seu filho para gritar bem alto se um estranho tentar levá-lo à força. A melhor frase para usar é “Esse não é o meu pai, socorro!”. Ele deve fazer isso mesmo que o tal adulto peça para que fique quietinho.

  • ABUSO SEXUAL: é importante que os pais sempre tenham a confiança da criança para ensinar que, se alguém ameaça-la dizendo “não conte isso para os seus pais”, ela faça exatamente o contrário e nunca guarde segredos.

O assunto é bem delicado, mas necessário. Vale mostrar que um carinho na cabeça é aceitável, mas que, no restante do corpo, não. Fale isso de forma tranquila, do mesmo modo que explica sobre o perigo de dedos na tomada. Crianças pequenas não têm malícia e vão encarar a explicação de forma mais prática do que você imagina.

Explique para seu filho que há partes do corpo que são íntimas isso quer dizer que só ele (ou o médico ou você) podem tocar e pedir para ver. Que se alguém ficar insistindo em ver ou tocar ou fizer isso, ele precisa te contar. Explique também que é errado se alguém mostrar o corpo para ele e pedir que ele toque ou faça alguma coisa.

Se se filho sentiu confiança em você para contar alguma coisa, não faça com que ele perca a confiança dizendo frases do tipo: “você está inventando isso?” “Fulano nunca faria uma coisa dessas”, tente obter informações, pergunte mais, tente entender o que aconteceu sem demonstrar reações no momento da conversa.

  • O QUE FAZER QUANDO SE PERDER: crianças devem sair sempre com um cartãozinho com o nome e telefone dos pais principalmente se vocês estão indo a um lugar muito movimentado. Mostre que o cartão estará no bolso da roupa e, caso ela se perca, deve mostrá-lo a alguém.

Sempre oriente seu filho a procurar: a mãe ou pai de outra criança, um guarda/policial/segurança (é fácil para ela identificar o uniforme e por isso é importante nunca colocar medo nas crianças em relação a esses profissionais, eles são nossos amigos e podem nos ajudar) ou alguém que trabalhe dentro de uma loja ou restaurante – de preferência no caixa para não ter erro. Diga que essas pessoas poderão ajudá-la a encontrar você novamente.

Outra dica bacana, dependendo da capacidade de entendimento da criança, é combinar um local ao qual ela deve ir caso se perca. Pode ser sua loja de fast-food preferida ou aquela doceria onde existe um sorvete delicioso – são informações visuais que a criança é capaz de guardar por associação.

Na rua, vale ressaltar o perigo dos carros e orientar para que fique na calçada. Ou, melhor ainda, que entre em um local como uma loja, restaurante, padaria, prédio, onde ficará mais segura e poderá pedir auxílio.

Já na praia, o melhor é explicar o perigo de tentar entrar na água caso se veja sozinha. Não é ali que ela deve procurar os pais. Fale que, apesar de bonito, o mar pode ser bem chato com as crianças, pois pode tentar arrastá-las para o fundo e nos machucar. Por isso, ele deve ficar na areia, perto do lugar onde viu os pais pela última vez. E deve procurar ajuda com outras famílias que estiverem por perto. Ou, se a praia tiver pontos de salva-vidas e informações, geralmente sinalizados com bandeiras bem vistosas, ensine-a a ir até lá.

Pulseiras de identificação com o números dos pais também é uma dica muito usada.

Ensinar o endereço de casa, ou o número de telefone de alguém que possa ajudar para as crianças também é uma boa prática.

Essas instruções precisam ser repetidas sempre que for necessário já que as crianças não vão entender da primeira vez que for falado. A repetição é sempre uma forma de lembrá-los o que fazer na hora que um incidente acontecer.

Gente essas são as dicas que gostei e achei valido compartilhar com vocês.

O assunto é triste, revoltante mas necessário, o mal está em todos os lugares e às vezes mais perto da gente do que imaginamos, todo cuidado é pouco com nossos pequenos.

Bjs,

Paula

Fonte:
http://bebe.abril.com.br/familia/como-ensinar-nocoes-de-seguranca-para-uma-crianca-pequena/
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