A DOCE CHEGADA DA ALICE!

Quem acompanha o blog e page desde os primórdios, certamente se lembra que éramos 3 as moderadoras (eu Lucinha, a Paula e a Arianne). Ela saiu devido estar trabalhando, estudando, esgotada, mal tinha tempo para nada. Mas nossa amizade e união seguem. Ano passado eu engravidei, e 4 meses depois foi ela que descobriu uma nova gestação, a surpresa da Alice. E assim como eu, a Ari começou a se preparar e lutar pelo sonho de um parto normal após cesariana.

 Será que ela conseguiu? Hoje ela conta TUDO nesse relato lindo, doce e sincero.

“No dia 30 de maio de 2016 senti uma das maiores emoções da minha vida… Recebi em meus braços minha filha… Minha segunda herança…

Mas para te-la em meus braços de uma forma digna e respeitosa a jornada foi longa, começando pelo parto do Augusto, meu primeiro filho.

 Na primeira gestação eu como inúmeras outras mulheres e mães achava que não precisava saber do parto… Que seria como tinha que ser… Ledo engano… 39 semanas e 5 dias médico me disse que eu não entraria em trabalho de parto, que esperar seria arriscado e qualquer coisa que viesse acontecer a responsabilidade seria minha… Aceitei a cesárea achando que seria melhor… Algumas amigas ainda me tentaram dissuadir, falaram em indução, mas o medo e ansiedade falou mais alto e eu cedi… Naquele dia meu Augusto nasceu… Não veio pros meus braços… Só o senti por alguns segundos, minhas mãos amarradas, e ele me foi levado para te-lo somente 2 horas depois…

Aquilo me doeu mais que toda dor que a cirurgia causava… Me senti roubada e prometi que lutaria para o próximo filho ter um nascimento diferente, respeitoso e no tempo dele…

De repente me encontro gravida, 3 anos depois do nascimento de Augusto, primeira medica que fui já me disse que teria que ser cesárea porque poderia ter “rompimento uterino”, escutei mais uma vez que não teria passagem e não entraria em trabalho de parto, mas fingi não ouvir… Sabia que conseguiria!

Foram muitos os comentários negativos durante a gestação, mas eu estava segura da minha decisão é cercada de informações e pessoas que me apoiavam… Isso me bastava e acalmava meu coração… Nesses nove meses de gestação li e me informei muito sobre o parto, sobre a dor… Lia e relia relatos de parto… Procurei grupos de apoio…deixei não sei quantos médicos que não apoiavam minha decisão…

Quando me perguntavam pra quando era a bebê eu dava a data de 42 semanas, e isso fez grande diferença, cheguei às 40 semanas e ninguém veio me dizer que minha bebê não nascia nunca, ninguém veio falando que ela passaria do tempo etc… Pude esperar o dia dela em paz!

Na madrugada de domingo pra segunda do dia 30 de maio com 40 semanas e 3 dias, por volta das 3 da manha senti as primeiras contrações… Eram fracas ainda, fui ao banheiro e tomei um banho demorado com a bola de pilates lá… Fiquei uns 20 minutos e voltei a dormir… Imaginava ser prodromos, mas as contrações não foram embora.

Amanheceu e as contrações continuaram, no intervalo delas eu conversava com minha mãe e minha tia… Arrumei minhas coisas e brinquei com o mais velho… No almoço dei comida ao Guto e comi como se estivesse despedindo do mundo…

Nesse momento as contrações estavam em 6/7 minutos e já mais doloridas… Fui novamente ao banheiro e fiquei pelo menos 30 minutos com as músicas escolhidas pro parto, na bola de pilates e com a água quente caindo nas costas… Essa combinação fazia as dores serem brandas… Quase que como um carinho, pois elas trariam minha princesa…

Não, não é como se não doessem… Mas a dor era suportável nesse estágio e no tempo entre uma e outra eu conseguia me recuperar e me conectar com tudo que estava pra acontecer…

Por volta das duas da tarde as dores ficaram mais fortes e em intervalos menores de 4 em 4 minutos… Pedi minha cunhada pra me levar ao hospital, me arrumei e maquiei (rsrs, parto normal sim, mas bonita) levamos Augusto na casa dos avós e fomos.

As contrações do trajeto até o hospital foram as piores… Foram 20 minutos mas eu não tinha lugar durante elas… Não conseguia sentar, nem agachar…

Chegamos ao hospital e na recepção minha bolsa se rompeu… Estava com dilatação de 9/10… Me colocaram em uma maca e me levaram pro pré parto, nessa hora eu já estava na tal da partôlandia… Não conseguia raciocinar direito entre as contrações…

Estava cercada de enfermeiras, que foram super gentis e atenciosas, não fui chamada de mãezinha, e todas as vezes que me fizeram toque fui questionada, me deixaram ficar na posição que eu queria… Uma amiga doula linda e iluminada conseguiu entrar para me auxiliar mesmo minha mãe estando de acompanhante, me lembro das palavras dela ali pra mim… Olho nos meus olhos dizendo: CALMA, você chegou até aqui e você consegue, Alice é linda e já está chegando… Nessa hora virei pra ela e disse brincando: é agora que peço a cesárea salvadora!? Rsrs ela disse que sim, mas que eu não precisava…

relato ari

Minha mãe ao contrário do que eu imaginava, não ficou nervosa e nem foi contra minhas vontades, estava feliz por mim, dava pra ver… Por sua neta estar chegando e por ver meu desejo de um parto normal se concretizando.

Olhou pra mim e disse: que linda, ela é cabeluda Arianne…

As contrações estavam de 1 em 1 minuto… A dor nesse momento já eram fortes demais, eu ficava imaginando se aumentaria… Me levaram pra sala de parto… Chegando lá a médica sugeriu episio e eu disse que não queria, que queria fazer mais uma força e ela respeitou…

A contração veio e com ela fiz toda a força que pude e minha Alice nasceu linda, rosada, bem branquinha e muito limpinha até com aquele cheirinho lindo que tem um recém nascido quando acaba de nascer… Ela veio direto pra mim e ali ficou por um tempinho enquanto a placenta saia e a médica fazia os pontos na laceração que tive… Ela foi pesada ali pertinho de mim e ficou uns 5 minutos no banho de luz, a única coisa que lhe foi feita foi aplicação do colírio… Logo ela estava de volta nos meus braços mamando como uma bezerrinha.

relato ari 3

Com 1 mês!

Alice é a coisa mais linda e fofa desse mundo, tal qual seu irmão.

Da chegada ao hospital até seu nascimento foram exatos 45 minutos.

Augusto me fez mãe e ela me fez ter a experiência mais incrível que eu poderia ter na vida.

Ela nasceu e eu me senti uma outra mulher… Não pelo simples fato de ter parido, pois isso não faz ninguém mais mãe ou mais mulher que outra… Mas a experiência te transforma pois te conecta consigo mesmo, com seus medos e te mostra que você é mais forte do que imagina e que mesmo com todos te dizendo NÃO, você é sim capaz se confiar em si mesmo e tiver pessoas apoiando e lutando junto com você!

relato ari 2

Augusto e Alice

Agradeço imensamente todas as minhas amigas que torceram por mim e me apoiaram mesmo que de longe… Em especial minha mãe, a Marília e a querida Cí que esteve ao meu lado e sempre se dispôs até mesmo brigar para que eu pudesse parir com dignidade se precisasse. Vocês não sabem como fizeram diferença para que o desfecho dessa história fosse tão lindo e memorável pra mim… Cada palavra de incentivo e apoio me fizeram acreditar mais em mim…

Arianne.”

Como eu torci. Como foi lindo e desejado por todas nós, amigas, este parto. Parabéns amiga!

Beijos,

Lucinha.

 

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