COMO FUNCIONA O SONO DO BEBÊ – EM BUSCA DE NOITES INTEIRAS DE SONOS

Quando engravidamos, acredito que um dos conselhos que mais ouvimos é: “durma bastante agora, porque quando o bebê nascer você não vai conseguir dormir direito por um bom tempo!”

Como se sono desse pra estocar né?

E por mais que a gente saiba que vai passar noite e noites acordadas, até que vivamos essa experiência na pele, não temos a noção de como é difícil e cansativo a privação do sono.

Algumas mães têm sorte e o bebê com poucos meses aprendem a dormir durante a noite toda.

Outras assim como eu, seguem por anos esperando que alguma noite, enfim seu filho magicamente aprenda a dormir. Mas enquanto essa noite não chega vamos entender um pouco, como funciona o sono dos bebês.

sonoPara isso vamos conhecer primeiro o ciclo de sono de uma pessoa adulta:

O sono apresenta cinco estágios que se alternam. Um ciclo de sono é considerado completo quando todos os estágios estão presentes e costuma durar cerca de 90 minutos.

Durante o estágio 1 do ciclo de sono, seu sono é leve. É a fase entre a transição e a vigília.

No estágio 2, seu sono torna-se progressivamente mais profundo.

Nos estágios 3 e 4, também chamados de fase DELTA, seu sono encontra-se na fase mais profunda. Nesses estágios, seu corpo se recupera dos esforços do dia.

O estágio 5 do sono, também chamado de fase REM, é caracterizado por alterações fisiológicas acentuadas, como respiração acelerada, maior atividade cerebral, movimentos oculares rápidos e relaxamento muscular. Nessa fase, a pessoa sonha.

Para os bebês, ao nascer, os padrões de sono não seguem o ciclo natural de dia e de noite, eles podem demorar alguns meses para se adaptar ao dia de 24 horas. Além disso, os bebês passam muito menos tempo em sono profundo do que nós adultos, por isso despertam tão facilmente.

Para o bebê existem 2 estado de sono: o ativo e o tranquilo. Esses ciclos de sono são curtos e duram em torno de 50 a 60 minutos.

O sono ativo do bebê é o sono REM, é nessa fase que eles despertam mais facilmente. Eles apresentam movimento rápido dos olhos, respiração rápida e irregular, pode ter movimentos corporais e vocalizações (breves gritos e grunhidos). Os recém nascidos passam 50% do tempo de sono em sono REM, e até os 3 anos essa proporção é de 30%.

O sono tranquilo é o sono mais profundo, nesse estágio é mais difícil de acordá-los. Este também é o fim do ciclo de sono do bebê, ele se repete várias vezes, por isso o bebê pode despertar algumas vezes durante a noite. Conforme os bebês crescem, o sono tranquilo se diferencia em outros estágios de sono não-REM, e esses ciclos também tornam-se mais longos. Isso ocorre gradualmente até as crianças atingirem a idade escolar.

Ao terminar cada ciclo o bebê poderá despertar rapidamente, nesse estágio eles poderão emitir alguns ruídos e até mesmo chorar. Alguns especialistas indicam que a falha dos pais está justamente em atender prontamente ao menor ruído do bebê tirando-o do berço para amamentar ou somente para fazê-lo dormir novamente.

Eles defendem a ideia de que o bebê precisa aprender sozinho a iniciar novamente o ciclo de sono (sono REM), o que não acontece quando voltam a dormir com o auxilio dos pais, pois se tornam dependentes sempre de algum estímulo para que consigam recomeçar o ciclo de sono.

Ok, mas se você assim como eu, descobriu isso tarde demais, o que fazer?

1 – Deixar chorar até que aprenda a dormir sozinho – o que me desculpe a sinceridade, mas sou totalmente contra.

2 – Ter paciência e esperar que eles se desenvolvam e aprendam algum dia a iniciar sozinhos o ciclo de sono.

Mas fique tranquila, nem toda a culpa pelo mau sono do bebê é culpa dos pais. Essa inabilidade de adormecer sozinho, sem ajuda, é de sua própria natureza. Antes de 2 ou 3 anos não há maturidade neurológica para tal. Ao forçar um bebê a adormecer sozinho estamos passando por cima de sua natureza do desenvolvimento, que acontece em fases, em um aprendizado longo e complexo, cada bebê tem seu tempo.

O colo e o apego, em conjunto com o embalo e a amamentação, são fatores importantíssimos para a continuação do desenvolvimento do bebê fora do útero materno. Obrigar a criança a ser independente antes de ela estar geneticamente madura para tal é uma provável causa do surgimento de um apego prolongado, enquanto que a criança que recebeu o cuidado amoroso protetor estará apta a desenvolver outras relações interpessoais, habilidades sociais, de convivência e aceitação.

Claro que nem sempre é fácil esperar com paciência para que chegue enfim A noite em que seu filho dormirá tranquilamente, eu mesma estou há quase 3 anos esperando por isso, muita coisa já melhorou por aqui e sei que A GRANDE NOITE chegará um dia e que ela pode estar mais próxima do que imaginamos.

Bjs,

Paula 🙂

Sites que serviram como referência para esse post:
http://pediatriadescomplicada.com
http://www.disturbiosdosono.net
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s