ALERTA PARA O TEMPO DE USO DO ABSORVENTE INTERNO

Existem histórias nessa vida que a gente custa a acreditar que seja verdade, parece ser uma coisa tão improvável que nem  imaginamos que isso pode acontecer um dia. Mas se tem um lema que funciona pra tudo é: NUNCA DIGA NUNCA! Todos nós estamos sujeitos a passar pelas situações mais inesperadas possíveis.

E neste caso, ainda mais agora: verão, praia, piscina, não tem coisa mais chata do que nos privarmos dessas delícias só por estarmos no período menstrual. Não é pra isso que existem os absorventes internos, para que possamos aproveitar de tudo sem restrição alguma?

Sim, é. Mas atenção!!! É preciso muito cuidado quanto ao período de uso desse absorvente, e quanto as recomendações de fabricante. Nada de esquecer de trocar e passar horas com ele dentro do seu corpo.

Esse relato da repórter da COSMOPOLITAN no site M de Mulher, conta sua desastrosa experiência sobre esse assunto.

Imagem Google

Imagem Google

“Sabe aqueles dias em que você chega da balada tão cansada que usa todas as suas energias para ir direto pra cama? Era exatamente assim que eu estava me sentindo quando deitei por volta da meia-noite e me dei conta de que não tinha ido ao banheiro trocar meu absorvente interno — detalhe importante: eu estava com ele desde às 18h e, para quem já leu as instruções, sabe que o recomendado é não passar de quatro horas. Mas como dizem que com sono ninguém funciona muito bem, resolvi dormir assim mesmo.

Quando acordei, me lembrei dele, fui ao banheiro tirar e… Cadê? Tinha sumido! Olhei na cama, e nada. Será que eu tinha conseguido levantar na noite anterior e não me lembrava? Na dúvida, chequei o lixo para ver se estava lá — situações extremas pedem medidas desesperadas. Nada também.

Respirei fundo já prevendo onde ele estava, deitei na cama com as pernas abertas e coloquei o dedo lá dentro. Senti algo duro, mas por mais que eu tentasse, não conseguia tirar. Não me restava alternativa a não ser pagar o mico de ir ao pronto-socorro.

Entrei na sala do ginecologista, contei, constrangida, o acontecimento e deitei na maca para ser examinada. Logo de cara, ouvi um: “Por acaso, você já tinha usado um desses antes?”

Ok, nesse momento, me senti uma completa inexperiente na vida. Mas respondi com um: “Todos os meses, há oito anos.”

Depois de examinar, o médico garantiu que não tinha nada e que eu poderia voltar para casa despreocupada.

_Mas e essa parte que eu sinto dura, doutor?

_É, realmente, esta região está um pouco mais espessa. Vou te pedir um exame para descobrir o que é, mas garanto que não tem nada aí.

Por mais que eu soubesse que ele entendia de vaginas, fiquei com a teoria de que da minha entendia eu— e eu sabia que ela não era daquele jeito — e fui ao laboratório esperando confirmar minhas suspeitas.

Quando eu já estava na sala do exame, descobri que as siglas do encaminhamento médico significavam Ultrassom de Bexiga e Rins.  Sim, depois de ficar quatro horas sem ir ao banheiro, beber 1,5l de água de uma vez — eu sei, eu já podia ter me tocado nessa parte — e correr de um lugar para outro de transporte público, descobri que nada disso tinha a ver com o meu absorvente. Saí do laboratório agoniada e decidi ir atrás de alguém em quem eu confiasse: o MEU ginecologista.

Depois de um chá de cadeira, fui chamada. Deitei na posição ginecológica, o médico colocou o espéculo — aparelho que afasta as paredes vaginais — e enxergou meu tampão no colo do útero.

Olha, vou falar uma coisa: bota pressão aí, viu? Senti que estava saindo algo gigante dentro de mim! Mas para o meu alívio, ele jogou fora antes mesmo que desse tempo de eu me inclinar para ver.

O motivo de ter parado lá? Ao que parece, eu tenho um colo uterino mais aberto por uma condição anatômica e as quinze horas com o mesmo absorvente fizeram com que ele amolecesse e resultasse em todo esse estrago. Mas calma! A ginecologista e colunista da COSMO Carolina Ambrogini, garante que o meu caso é raro  — os casos mais comuns são de pessoas que colocam um novo sem tirar o antigo, empurrando-o para o fundo — e que o absorvente pode ser usado sim, desde de forma correta.  Vale seguir essas 4 dicas delas:

  1. Troque-o a cada seis horas;
  2. Não durma com ele, pois aí a probabilidade de ultrapassar o tempo limite é ainda maior;
  3. Não use se estiver com qualquer tipo de corrimento ou irritação
  4. E verifique se a posição está correta — você tem que se sentir confortável.

E se mesmo assim algo der errado, procure um ginecologista o quanto antes para evitar possíveis infecções. Mas não se desespere: o canal vaginal vai até o colo do útero e lá há apenas uma passagem de 5 mm — sério, isso é MUITO pequeno — que dá acesso ao útero. Ou seja, o que entra na sua vagina, permanece na sua vagina”.

A versão original desse relato está no site M de Mulher nesse link aqui.

Você tem uma história pra contar? Gostaria de dividi-la conosco?

Então envie um email para sentaquevemhistoria@gmail.com

Bjs, e até a próxima!

Paula 🙂

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