MINHA EXPERIÊNCIA DE AMAMENTAR GÊMEOS

Amamentar é um gesto lindo, porém muitas vezes difícil principalmente no começo. Dores no seio, cansaço, privação do sono, sem nos fatores psicológicos envolvidos.

Agora multiplica tudo isso por 2! Não basta apenas querer amamentar, é preciso ter muito apoio envolvido.

Esse depoimento da Daniele Chevalier Carneiro (IG @danichevalier) para site M de Mulher, conta sobre as alegrias e dificuldades de amamentar os filhos gêmeos.

Folha Imagem

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“Assim que descobri que estava grávida, uma das coisas que eu mais desejei foi poder amamentar. Além de todos os benefícios nutricionais que o leite materno proporciona para a criança, sempre achei muito bonita a troca de carinho entre mãe e filho nesse momento tão especial. Sempre tive isso em mente. Na primeira ultrassonografia que fiz – com seis semanas de gestação – descobri que estava esperando dois bebês! Aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida! Por incrível que pareça, eu não fiquei com medo ou assustada com a situação. A única coisa que eu conseguia pensar era que eu estava sendo duplamente abençoada.

Mas com o passar do tempo, comecei a me questionar: será que é possível amamentar gêmeos exclusivamente, sem complemento? A maioria das pessoas me dizia que eu não conseguiria, que dificilmente teria leite suficiente para alimentar dois bebês ao mesmo tempo. Também falaram que eu deveria me preparar e comprar vários tipos de mamadeiras nas compras de enxoval. Foi o que eu fiz: adquiri todos esses produtos – desde mamadeiras até bombas para tirar leite – para me precaver caso eu não conseguisse amamentar os meus filhos. Mas no fundo, dentro de mim, existia esperança. Eu sabia que eu precisava tentar – se não desse certo, tudo bem, eu seguiria em frente.

Então, quando eles nasceram, pedi para amamentá-los ainda na sala de parto. Nunca me senti tão plena e feliz – eu estava oferecendo para os meus filhos o melhor alimento que eles poderiam receber! Resolvi me dedicar muito e fazer tudo que estava ao meu alcance para que a amamentação desse certo. Meu leite demorou um pouco para descer, enquanto isso, eles mamavam o colostro – que também é importante para a imunidade. No hospital, as enfermeiras mediam a glicemia dos bebês diariamente e elas perceberam que os gêmeos estavam ficando com hipoglicemia, sendo alimentados somente com colostro. Por isso, foi necessário entrar com complemento – que era oferecido para eles em copinhos. Nesse momento fiquei apreensiva, pois tinha muito medo de não ter leite suficiente, mas no quarto dia após o parto, o leite desceu. Depois disso, devido à demanda deles, minha produção foi aumentando e tiramos o complemento.

Apesar de toda a vontade que eu tinha de amamentar, preciso confessar que as duas primeiras semanas após o parto foram extremamente difíceis. Para algumas mulheres, esse processo de adaptação é tranquilo, mas não foi o meu caso. Eu sentia muitas dores durantes as mamadas e tive fissuras nos dois seios, que até sangravam. Além disso, a privação de sono também dificultava, já que eu amamentava os meus filhos por livre demanda. Esse período de adaptação foi bem complicado, mas meu marido e a minha mãe me encorajaram a seguir em frente e não desistir. Foi o que eu fiz.

Eu amamentava praticamente o dia todo – quando um terminava, já estava quase na hora do outro bebê mamar. Apesar dos incômodos, continuei insistindo e depois de duas semanas, quase não sentia mais dor. As fissuras também foram se curando e a amamentação passou a ser um momento mágico de prazer e amor – do jeito que eu sempre sonhei. Dessa forma, amamentei exclusivamente os meus gordinhos até os seis meses. Hoje, eles ainda se alimentam do leite materno – além do artificial, que entrou na dieta aos 10 meses por recomendação médica.

Minha meta é que eles mamem até pelo menos completar um aninho de vida. Eu simplesmente amo ter esses momentos com os meus filhos e sentirei muita saudade quando passarmos essa fase. Sou muito feliz por ter realizado o meu sonho e também me sinto orgulhosa porque venci minha batalha contra o cansaço e todas as inseguranças normais que as mães de primeira viagem têm. Por fim, se você está no processo de adaptação da amamentação, não desista e também não dê ouvidos a todas as pessoas que questionarão se você realmente conseguirá. Siga sempre o seu coração! Para as mamães que, por diversos motivos, não conseguiram vivenciar essa experiência, meu conselho é para que elas não se culpem, não se cobrem ou se comparem. Lembrem-se de que cada caso é um caso. Além disso, existem muitas outras etapas tão importantes quanto à amamentação no desenvolvimento dos filhos. O importante mesmo é estar sempre perto e oferecer muito amor!”

A versão original desse relato está no site M de Mulher nesse link aqui.

Você tem uma história pra contar? Gostaria de dividi-la conosco?

Então envie um email para sentaquevemhistoria@gmail.com

Bjs, e até a próxima!

Paula 🙂

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