FUI ROUBADA DENTRO DA MATERNIDADE, ENQUANTO MEU FILHO NASCIA!

A Flávia é minha amiga pessoal, sempre participa e apoia a página e blog,e assim como eu, AMA UM PLANEJAMENTO, e quando as coisas saem fora desse rumo, pira, assim como eu rs. Mas em se tratando de maternidade e filhos regras e planos não existem, é fato.

Hoje ela conta a história do parto do seu 2 filho, o Gabriel, que nasceu com um médico que não era o dela, com uma pediatra que ela nunca havia visto, por cesariana e não parto normal como ela se preparou e com algumas complicações, e ainda teve sua CARTEIRA ROUBADA dentro da maternidade enquanto estava na sala de parto.

“Sou a Flávia, mãe do Mateus de quase 3 anos e do Gabriel, meu recém-nascido.

Tudo começou com uma injeção de anticoncepcional que estava me fazendo mal, e como não posso com medicação via oral, fiquei por 2 meses sem proteção e veio a surpresa da gravidez, não planejada, porém, muito querida (sempre quis ter 2 filhos). Um misto de sentimentos toma conta, felicidade, medo são os principais deles, mas penso que se Deus me mandou esse presente é porque sabe que sou capaz.

A partir do susto comecei a planejar minha nova vida, mãe de um pequeno e grávida novamente, minha profissão requer meu estado físico 100% (sou bailarina), então, como da primeira vez, tive que adequar a vida para essa gestação, sou concursada da rede publica, e junto com a ótima noticia de um novo bebê, veio uma avalanche de mudanças feitas pelo governo do meu Estado, o qual afetaria, e muito, minha vida financeira e nada mais desgastante que isso, não saber ao certo o que iria acontecer financeiramente falando, mas enfim, estava tentando ficar equilibrada para continuar a vida.

parto gabriel flavia 2

Ensaio de gestante. Família linda a espera do Gabriel!

Consegui levar minha tranqüilidade até certo ponto, ponto esse que as crises de enxaqueca se tornaram constantes e meu médico neurologista me mandou iniciar a terapia e procurar um psiquiatra para tentar me afastar do trabalho, já que o estresse do dia a dia era o motivo principal das crises. Fui diagnosticada com “transtorno de ansiedade” e afastada por 45 dias dos meus dois trabalhos, depois vieram as férias e só retornei novamente no mês de agosto, já com 35 semanas de gestação, novamente vieram as crises e me afastei novamente.

Meu primeiro filho nasceu com 37 e 1 dia, então eu estava preparada para que esse também chegasse antes do tempo e como da primeira vez, tentaria o parto normal (o primeiro passei por todo trabalho de parto, dilatei total e ele não desceu, sendo feita uma cesárea de emergência). o RELATO DO PARTO DO MATEUS, PRIMOGÊNITO DA FLÁVIA, VOCÊ PODE LER CLICANDO AQUI!

Fisicamente minha gestação foi ótima, sem enjôos, sem surpresas desagradáveis, com atividade física e alimentação adequada, engordei 11 kilos no total, psicologicamente, foi conturbada pelos motivos descritos acima e por planejar  durante 9 meses algo que não aconteceria.

Passei por 5 médicos até escolher o obstetra que me acompanhou no pré-natal, totalmente da minha confiança e adepto ao parto normal mesmo com uma cesárea previa, ele tem na sua equipe uma excelente pediatra a qual passamos por uma “consulta/entrevista” algumas semanas antes do parto (o que eu acho que deveria acontecer sempre, porque foi ótimo). Eu sabia que ambos teriam uma viagem para um congresso em outro Estado e algo me dizia que meu filho viria durante essa viagem.

Veio a semana 37, me preparei mentalmente para que Gabriel nascesse nesse período, para minha surpresa passei muito mal, mas não era um Trabalho de Parto, era algum tipo de virose, muita febre, dores pelo corpo, dor, muita dor de cabeça, fui a uma emergência no sábado a noite e medicada, passei os dias melhor, até que na terça novamente febre, como tinha consulta com meu médico, na quarta fui ao pré natal e ele passou um antibiótico e disse que seria ótimo se Gabriel nascesse após essa medicação, mas para minha surpresa, na quinta a noite tive uma reação alérgica a medicação, entrei em contato com o GO que já estava em sua viagem, ele me disse para suspender o uso e procurar um otorrino, mas depois de alguns minutos senti as primeiras contrações.

Entrei novamente em contato com ele, e me encaminhou para seu irmão que também é obstetra, liguei e fui até seu consultório, as contrações não estava ritmadas, mas estavam fortes, bem fortes, me examinou, fez um ultrassom e pediu para que eu não fosse para casa, ficasse na casa de minha mãe que é mais perto da maternidade, assim fiz, só que a casa da minha mãe está em reforma e cada pancada na parede era a mesma coisa que bater dentro de mim, as contrações aumentaram, porém, não ritmaram, e psicologicamente, estava cada vez mais abalada com tudo saindo muito diferente de tudo o que eu tinha programado. A tarde, depois de um banho, resolvi voltar ao médico e meu trabalho de parto não estava evoluindo, conversei então com uma amiga/doula e ela me orientou a seguir meu coração, e meu coração dizia para eu fazer uma cesariana, então, já saí do consultório com destino a maternidade.

Dei entrada e fui para o apartamento esperar a nossa hora, 18:30 era o que estava marcado, Gabriel nasceu as 19:08h, com um GO que não era o meu, com uma equipe que não era a dele, com uma pediatra que não era aquela da entrevista, mas graças a Deus o parto correu tudo bem, vi meu filho lindo, chorando forte.

parto gabriel flavia

E Gabriel chegou!!!!!

Voltei para o quarto procurando por Gabriel, já tinha dado a luz ao meu primeiro filho no mesmo local, então sabia que quando eu chegasse, logo ele estaria ali, mas não foi o que aconteceu, perguntava para minha mãe e meu esposo onde estava ele, o por que de não ter ido para o quarto e eles me falaram que ele precisou ir para o aquecedor, percebi que algo estava errado pelo semblante de minha mãe e o nervosismo de meu marido, insistia, perguntava, até que a pediatra foi ao quarto me explicar o que estava acontecendo, Gabriel tinha nascido com “gemido”, ou seja, com dificuldades respiratórias e com temperatura baixa, estava no capacete de oxigênio e no aquecedor, e se não reagisse, iria para UTI neo natal, nesse momento, tentando analisar tudo, fiquei perdida e só rezava, rezava para que ele ficasse forte e eu pudesse ver, cheirar, amamentar, enfim, foram os momentos de maior agonia da minha vida, e meu desespero não acabava por aí….

Assim que a pediatra saiu, meu esposo entrou no quarto nervoso e pegou minha bolsa dentro de um armário, perguntei o que ele queria, ele disse que haviam pego minha carteira, a princípio não entendi do que se tratava, mas ele foi mais claro e disse que tinham roubado minha carteira dentro da minha bolsa, dentro do armário, dentro do apartamento de uma maternidade de renome em minha cidade, entrei em pânico, meu filho prestes a ir para a UTI, minha carteira roubada com todos os meus documentos, eu anestesiada ainda da cirurgia, precisaram me dar um calmante porque comecei a passar mal, e mesmo com a cabeça atordoada, só rezava, rezava para que tudo desse certo em um dia que nada deu certo. Só ficamos sabendo do roubo da carteira porque a pessoa que roubou jogou-a fora com tudo dentro, levou somente o dinheiro, e um casal que achou, conseguiu ligar para um telefone que estava em um cartão de uma advogada e ela entrou em contato com meu marido avisando que tinham achado minha carteira na rua, problema parcialmente resolvido e o foco voltou a ser somente meu Gabriel.

Passei a noite toda longe dele, não preguei o olho um segundo sequer, as 4 da manhã levantei e fui ao berçário, a enfermeira me deixou pegá-lo por alguns poucos minutos, já estava sem o capacete, mas ainda no aquecedor, as 6 da manhã de sábado, recebi meu filho no quarto, as 8 horas, ele foi amamentado pela primeira vez (no berçário precisou tomar leite artificial para a taxa de glicemia não cair, estava em 41, se descesse para 40 já era perigoso), graças a Deus ele mamou tranquilamente e está até hoje parecendo um bezerro.

parto gabriel flavia 3

Foto linda que retrata quando Gabriel foi para o quarto, e ela pôde, finalmente, pegar o filho no colo!

Diante tudo o que relatei, aprendi que planejar é importante, mas estar preparado para os imprevistos da vida também é importante, coisas materiais são necessárias, mas não são tudo nessa vida, tudo poderia ter dado realmente errado, mas Deus foi tão bom, mais tão bom, que tudo deu certo e da forma e no tempo Dele.”

Beijos,

Lucinha.

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