O TERROR DO DESFRALDE

Aqui em casa tive muita sorte com o desfralde da Lara, mas pra muitas mamães as coisas não são tão fáceis assim, hoje vocês vão conhecer a história da Talita e do sufoco que ela passou com o desfralde.

O que mais me chamou a atenção é que todas as histórias que eu conheço a criança com dificuldade no desfralde seguram o cocô e só fazem na fralda, neste caso como vocês poderão ver não foi bem assim…

Com a palavra Talita:

desfralde2

Sim, cada fase tem suas suas dificuldades, e já pensamos que vai ser aquele bicho de 7 cabeças, mas me surpreendia quando eu queria tirar algo. Chupeta, mamadeira, transferir do berço para cama, tudo isso foi rápido e nada traumático.

Com dois anos e 3 meses resolvi tirar a fralda. O xixi, depois de duas semanas, ele entendeu que tinha que fazer na privada, e isso é claro, depois de muito xixi na roupa, poças espalhadas pela casa e a cada uma hora levando ao banheiro querendo ou não, pra sentar e fazer. A pediatra sugeriu ensinar direto na privada, pois já é dificil entender que não pode mais fazer na fralda, aí se ensinar a fazer no troninho,  depois será mais ” um parto”, transferir ao vaso sanitário e o com adaptador de assento.

Vamos ao que interessa… o cocô ele não conseguia fazer na privada, somente na cueca!!!! Pensei, que era normal demorar um pouco mais, mas aí começamos a ler histórias diferentes, a comparar com coleguinhas da escola, com os primos da mesma idade, e começa a brotar aquele desespero, rs .

Andava com uma fralda na bolsa e quando eu o via com aquela cara fazendo força e procurando um canto, eu o pegava e colocava a fralda e ele fazia nela. Mas como saía muito, houve muitas vezes que não dava para colocar a fralda, por exemplo: dentro do ônibus, trem, a caminho da padaria… Então ele fazia na cueca. Ele ficava 10 horas na creche, e mesmo sendo muito inteligente ao ponto de saber o alfabeto completo em 3 idiomas, os números até o 50, cores e todas as formas geométricas, era o mais avançado da classe, porém era a única criança da sala que não fazia cocô na privada com 2 anos e 4 meses. Quando ele fazia na cueca, as professoras davam banho nele e vinha dentro da mochila a cueca suja, e isso quando ele não fazia dentro da van escolar, na salinha de criança na igreja, dentro do avião… ( só de lembrar dá vontade de chorar).

Confesso aqui, que no desespero e vergonha eu cheguei a bater, a colocar de castigo, de deixar com cocô pra ficar incomodado, de chorar na frente dele, implorando pra fazer na privada, de subornar, de comprar livro ilustrado sobre o assunto, de mostrar video ensinando, de deixar sentar lá com o tablet e naaaaaada. Cheguei ao ponto de pedir oração na igreja, porque depois de tentar tudo o que sugeriram, eu só estava a espera de um milagre!

Quando ele ia para o canto para se esconder, eu saia correndo com ele e demorei uns dois meses para conseguir sentar ele na privada, porque ele se recusava, travando a bunda, não dobrando as pernas pra sentar, e isso naquele escândalo pedindo socorro aos berros e eu com medo dos vizinhos chamarem o conselho tutelar por mal tratos, porque as vezes eu também entrava na onda dele, ficava descontrolada, gritando também pra ver se ele aprendia de uma vez por todas.

E aconteceu dele fazer no chão do banheiro, outra vez dentro do box tomando banho, e várias vezes acordar ele de manhã e estar todo sujo. Já estava cansada, desesperançada e triste.

FINALMENTE, quando ele estava com 3 anos e 10 meses, isso mesmo que você leu,  depois de meses eu chorando, não indo mais passear no shopping, comer em restaurante, visitar os amigos na casa deles, ter uma vida social por causa da situação, ele foi para o banheiro, sentou na privada, e eu na cozinha lavando louça,  eu escutei um “ploc”, e ele gritou: Mãeeeeee!!!! Cheguei lá e ele estava com uma cara de assustado e me disse: Fiz cocô.  Óbvio que fui confirmar, e vi o dito cujo lá, rs

Comecei a pular,  rodopiava de alegria, me ajoelhei e agradeci a Deus, dei um abraço tão apertado e chorando eu disse: Você conseguiu!!!! Conseguiuuuuuuuu

Podem me julgar, mas a minha alegria era tanta, que tirei foto e mandei para minha família por whatsapp kkkkkkk, sim, pra você posso ter feito algo nojento e desnecessário, porém só eles sabiam do meu sofrimento e luta, e comemoraram a notícia.

Saímos do banheiro, e fomos na padaria, comprei um pedaço de bolo, e coloquei uma vela branca em cima, destas que temos em casa mesmo, e cantei Parabéns, rs. Ele ficou tão feliz com a minha felicidade e o pequeno gesto do bolo, que nunca mais fez na cueca e de madrugada quando quer fazer cocô,  me grita e o levo ao banheiro.

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Essa lindeza é o Josué, ele irá completar 5 anos.

Espero que minha história ajude e de esperança para alguém 🙂

Beijo,

Talita Reis Druetta

Que sufoco hein gente?!

Quem é que entende a cabecinha dessas crianças, me diz?

Só quem é mãe sabe o valor de cada luta, e de cada fase que vencemos!

Obrigada Talita por compartilhar sua história conosco.

E se você também tem uma história pra contar envie um email para sentaquevemhistoria@gmail.com

Bjs,

Paula 🙂

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