O PIOR PESADELO DE QUALQUER MÃE: O FILHO DOENTE E SOFRENDO!

A PRIMEIRA INTERNAÇÃO (e espero que seja a última rs) A GENTE NUNCA ESQUECE!

Muitas pessoas tem me perguntado exatamente o que aconteceu com a Marília, porque tanta demora no diagnóstico etc….hoje conto tudo do fds de pesadelo que vivemos.

Era sexta-feira, ela não se alimentou muito bem, mas não se queixara de nada e foi a escola normalmente. A noite, por volta das 20 horas notamos FEBRE e ela mais quieta. Estava em 38,6. Mediquei. Abaixou, ela dormiu.

Quando foi 2 da madrugada acordou com febre novamente, dessa vez acima de 39, chorava de dor, e vomitou, MUITO! Mais medicação, colo, ela comigo na cama para eu monitorar. SÓ PIOROU. Febre não cedia.

Fomos na Unimed e diagnóstico do médico foi: VIROSE, ela não tem nada ouvido, garganta etc….nem coriza tem, isso é virose. Não aceitei mas viemos para casa. Piora continuava porque apesar de medicar febre só baixava até 38, não baixava mais que isso, ela só gemia, não aceitava nem líquido nem qualquer alimento.

Mais uma vez Unimed. Exigi exames. Deram. Fomos até Santa casa fazer exame de sangue e colhemos urina. OK.

Quando após o almoço, meu marido e eu fomos buscar exames (ela ficou com minha mãe), notei alterações no exame de sangue, mas não entendo, então nem dei tanta atenção. Quando retornamos febre atingia 40…mesmo ela tendo sido medicada havia apenas 2 horas!!! Corremos para um banho morno. Baixou um pouco e eu fui sozinha até Unimed levar exames para o médico, visto que ela não estava bem.

Médico olhou, olhou e só disse: ” Vou ligar na Santa casa para falar com o pediatra de plantão e te encaminhar lá”.. OK…perguntei dos exames, resposta foi sucinta: “tem algumas alterações”.

Peguei guia para consulta no hospital, retornamos e como febre havia cedido um pouco, comemos, tomamos banho, tudo na tranquilidade. Quando chegamos ao hospital, febre já havia retornado, super alta, ela bem prostrada. Médico olhou e disse:

-Por que demoraram tanto para trazer esta menina sendo que resultado saiu após almoço? Os exames deram muita alteração, qualquer minuto é muito num caso desses! Vamos internar!

-Mas o que ela tem doutor?

-NÃO SEI. Vamos internar para investigar. Pode ser muitas coisas, suspeita de meningite (visto ela estar vomitando, febre alta, pescoço rígido, prostrada e se queixava de dor cabeça) e dengue no momento.

FICAMOS TENSOS MAS TENTAMOS MANTER CALMA. Daí é aquele corre. Corre para avisar família, para pegar guia de internação e Unimed autorizar, corre para buscar coisas, preencher dados etc…Do momento da consulta até internarem foram mais de 2 horas!!! E nisso óbvio, febre já passava os 40 graus novamente!

Daí começou o sofrimento para conseguirem o acesso ao soro. Tenta uma vez: nada. Tenta outra, nada. Tenta no pé: nada! Isso eu já chorava, vendo ela sofrer daquele jeito. Enfermeiras decidem ir atrás de uma enfermeira do berçário neo natal porque ela tem mais experiência nesses casos. Imploro por alguma medicação para a febre, NEGAM, SÓ VENAL quando conseguirem acesso ao soro.

Nisso passa 1 hora, 2 horas, eu SURTO e exigo medicação e finalmente consigo. DIPIRONA ORAL. Ok, febre após uma meia hora começa a ceder um pouco e vai para 39 graus. Chega a enfermeira do berçário e felizmente, com muita técnica e cuidado, consegue o acesso de PRIMEIRA e RAPIDAMENTE. Ufa!

Mais exames de sangue, exame para meningite (que horror aquele exame snif) e também entram com antibiótico na madrugada, via venal. Ela consegue dormir um pouco, apesar de gemer o sono todo e febre não ceder por completo, marido deita no chão e eu sentadinha na cadeira, até amanhecer. Amanhece e vem enfermeiras para tirarem mais sangue para novos exames.

-Por que toda hora? Já tem algum resultado dos que fizeram na madrugada?

-Não sei dizer. -era só o que elas me respondiam.

OK ESPERA ESPERA…até que chega pediatra de plantão, examina e diz:

-Meningite não é, fica tranquila que foi descartada já.

-Ai que maravilha doutora. E dengue?

-Ainda existe a suspeita mas exames não indicam dengue,precisamos esperar o resultado do último para ter certeza e descartar

NESSE MEIO TEMPO EU ME COMUNICAVA COM AS MENINAS VIA MENSAGENS (quando conseguia enviar mensagens) ou LIGAVA. Internet precária, eu mal conseguia falar com ninguém.

Não passa nem 1 hora médica retorna, confirma NÃO ser DENGUE mas meu alívio não dura nem 1 minuto:

-É uma bactéria. Ainda não achamos a origem, iremos fazer outros exames. Infelizmente ela não está reagindo e os últimos exames de sangue mostram isso. Organismo de defesa dela ainda não está reagindo, mesmo após antibiótico, e infecção piorou muito nas últimas horas.

-Mas é grave?

-Se ela não reagir é sim. Vamos acompanhar quadro, dependendo ela vai para a UTI.

Preciso dizer que eu PIREI? hahaha pirei legal, nem rezar eu conseguia, comecei a chorar, ligava para um, para outro, entramos em parafuso. Ela com febre, irritada com tantas furadas, sem comer, querendo arrancar acesso, enfim, caos instaurado.

E foi aquela saga de faz exame, faz outro, e ela ainda nada de reagir. Daí meio da tarde, minha mãe lá, eu totalmente DESESPERADA….ela me solta, super tranquila e segura de si:

-Que UTI o quê! Não vai ter nada disso não. Me recuso a escutar que é grave e num sei mais o que! Você larga esse telefone, lava seu rosto, come esse pão (já me enfiando o pão pela boca rs), toma café com açucar que com essa cara aí você não ajuda ninguém! E vamos a capela que é com deus que nós precisamos conversar. HAHAHA

Coincidência ou não, quando retornamos meu marido sorria, dizendo:

-Febre finalmente está baixando.

E baixou. E ela voltou a conversar. E já sentou. E pediu água. E pediu bolachinha. E tentou arrancar acesso e zás e zás…rsrs

Apesar da melhora, na madrugada de domingo para segunda, ela perdeu o acesso (ao invés de ir p sangue começou a ir para a pele) e nem enfermeiras nem eu percebi. Quando notei o inchaço (ficou super roxo) e ela gritando de dor, arrancamos tudo (enfermeira e eu).

Felizmente, na segunda, pediatra olhou, viu que ela não estava desidratada (portanto não precisaria mais de por acesso ao soro), decidiu por continuar sem ser venal, e deu a notícia mais DESEJADA DE TODAS: TIVEMOS ALTA!

Até hoje não descobrimos ORIGEM DA BACTÉRIA…apesar de tantos exames. Ela está ótima, super bem.

Esse episódio me fez refletir e muito sobre mães de bebês e crianças que basicamente moram no hospital…como o caso do Pedrinho, da Sofia, Marina dentre tantas crianças. Mãe que são mais do que fortes, que são uma fortaleza de fé, coragem e muito, muito amor…porque é mto difícil e sofrido vivenciar uma internação. Imagine então viver ela, dia após dia…sem parar!

A essas mães: MINHAS ORAÇÕES E VIBRAÇÕES! E a vocês, que tanto me ajudaram, oraram, vibraram: O NOSSO SEMPRE MUITO OBRIGADO.

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6 opiniões sobre “O PIOR PESADELO DE QUALQUER MÃE: O FILHO DOENTE E SOFRENDO!

  1. Nooossssaaa…chorando ao terminar de ler o post ! Minha filha tem tres anos acabou de passar pela primeira (em nome de Jesus, a única) internação! É HORRIVEL!(infecçao urinaria) E o pensamento nas mães de crianças que vivenciam isso como rotina, também não saíam do minha cabeça! Só mesmo Deus pra renovar as forças….é muito sofrimento…

  2. Nossas como sua história é igual a minha passei pela mesma situação é só Jesus pra cura lá parabéns amei saber do soro morno minha filha tem rinosinusite grata bijus

  3. Realmente só quem passa na pele,mas Deus fez a mãe sabendo que por mais difícil a jornada ela tira força pra levar a diante as vezes procurando a força mas ela surge de um fio de esperança. Fico feliz pela melhora da Marília Deus estava o tempo todo no controle.

  4. Passei por tudo isso qdo minha filha tinha acabado de completar 1ano. Mas no caso dela foi DENGUE, que só foi diagnosticada porque eu implorei pelo exame. Para todos os pediatras que eu levava durante uma semana o febrão era a tal virose. Tive que dar o grito mesmo estando num hospital particular e com toda estrutura, faltou preparo. Graças a Deus passou, as mães que vivem nos hospitais são guerreiras

  5. Passei exatamente pela mesma situação em outubro do ano passado com meu filho de 6 anos na época. Detalhe: ele foi internado com suspeita de meningite no dia do meu aniversário e eu estava grávida de 8 meses. Quase enlouqueci com a notícia. Meu marido ficou com ele para fazer o exame enquanto eu fui pra casa providenciar as coisas dele, porque eu não aguentaria acompanhar o exame. Ainda para completar minha avó veio a falecer naquela noite, e por causa da internação dele não pude acompanhar o velório e enterro. Enfim, foi uma semana inteira no hospital, fazendo vários exames, perdendo e refazendo, na maior dificuldade, vários acessos, e no final ninguém descobriu nada.

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