EXISTE VIDA APÓS A SEPARAÇÃO?

SENTA QUE LÁ VEM A SUA HISTÓRIA!

O relato dessa semana é da Samanta,e diferentemente do que vemos por aí hoje em dia, felizmente é um caso em que marido e mulher separam, mas pais e filhos NÃO.

O amor que os unia como casal já não mais existia, mas o amor, elo e união em prol do filho, SIM. Mas mesmo sendo amigável, uma ruptura nunca é fácil. É preciso ter coragem, força e fé. Hoje, um relato para lá de incrível, com a palavra, Samanta:

rodrigo sá

O lindo e fofo Rodrigo!!!

Nunca tive o sonho de casar de véu e grinalda…nunca fui ligada nesses lances de ter uma família de conto de fadas.Aproveitei bem minha adolescência e início da fase adulta da melhor forma possível. Namorei, briguei …namorei de novo..briguei de novo, até que por volta dos meus 25 anos de idade o relógio biológico começou a despertar a vontade de ter um filho, comecei a querer ver algo bom de mim em uma criança…queria deixar minhas raízes em alguém. Educar e aprender também!
Mas como dar esse passo sem ter um namorado, marido, enfim…um homem que também quisesse o mesmo? Passei a querer encontrar esse homem com o mesmo desejo e em Dezembro de 2010 conheci o futuro pai do meu filho!

A felicidade tomou conta de mim…tínhamos quase os mesmos planos…mas o principal plano, compartilhávamos: O desejo de gerar um bebê! E queríamos muito que desse super certo…com 2 meses de namoro fomos morar juntos e assim fomos nos conhecendo. No início tudo ia bem, mas aos poucos ele foi se mostrando uma pessoa difícil de lidar, autoritário, cheio de manias e tocs, e não tínhamos uma vida só nossa pois ele incluía a família toda em todos os nossos programas. Isso passou a ser um problema pra mim e eu não conseguia mais tolerar essa relação; as coisas não iam bem…em meio à brigas e reconciliações eu engravidei em Setembro de 2011.

Apesar de tudo, ficamos felizes e mais tolerantes um com o outro e continuamos juntos. Em Novembro do mesmo ano sofri um aborto espontâneo às 9 semanas de gestação…perdi o chão, tristeza imensa pra nós que queríamos tanto aquele sonho que se gerava. A perda foi realmente dramática, pois passei por 2 procedimentos em menos de 2 meses referente à perda do bebê! Nesses maus momentos nos tornamos mais amigos e companheiros um do outro, ele me deu bastante apoio e isso nos deu forças pra tentarmos novamente. Os médicos então me pediram pra fazer  uma pausa de 6 meses antes de tentar uma nova gravidez e assim foi…os meses foram passando e o estresse voltou com vontade então! Eu me tornei quase que neurótica na ânsia de engravidar e isso refletia na relação…acabei criando neuras e implicâncias com a família dele e com ele também, mas o desejo do filho ainda permanecia vivo na gente.

Muitas foram as vezes que eu quis a separação pois no fundo não acreditava que eu e ele daríamos certo no futuro. Na real, nunca houve amor! Hoje digo isso com propriedade…NUNCA HOUVE AMOR ENTRE A GENTE! Havia o mesmo sonho e sabíamos que seríamos ótimos pais para aquela criança! Sinto tristeza hoje em afirmar isso assim…mas as coisas são como tem de ser…e eu sabia que estava dando um passo em falso ao ficar com ele e ter meu filho. Acordava todos os dias ao lado dele, sem querer acordar…mas queria meu filho e não queria me separar do até então marido, pois achava que não acharia outro homem tão disposto como ele estava. Que loucura! Neste momento, enquanto digito, passa um filme na minha mente….

Enfim…nessa muvuca toda, eu engravidei novamente em Agosto de 2012…novamente felizes…mas creio que éramos felizes cada um pra si…sei lá! Início de gravidez complicada, descolamento de placenta, repouso, muito medo de sofrer outro aborto, muita tensão, briguinhas, picuinhas…pressão alterada já aos 4 meses e medicação pra sustentar aquela gravidez…fui cercada de cuidados e a gravidez foi avançando normalmente! Descobrimos que era um meninão às 22 semanas e assim fomos indo…preparamos todo o enxoval..quarto verde com motivos do urso Pooh…tudo lindo e organizado pra chegada do meu príncipe Rodrigo!

Dia 05/05/13 a pressão descontrolou de vez e fui internada com 35 semanas de gestação. Rodrigo nasceu às 14:48 do dia 06/05/13 de PC pesando 2,480kg e 45 cm. Sem maiores intercorrências fomos pra casa depois de 5 dias e de fato éramos pais dele…toda a responsabilidade era nossa, todo o amor deveríamos dar à ele!

E assim foi…mas as brigas continuaram e cada vez mais sérias e as mágoas já eram grandes demais pra tentarmos nos manter como um casal…
Nunca nos agredimos fisicamente, mas verbalmente a coisa era séria, mesmo assim tínhamos o cuidado de privar Rodrigo de ouvir qualquer discussão e como não podíamos nos agarrar ao amor..pois ele não existia pra nós como homem e mulher, no dia 03/03/14 nos separamos de fato.

Neste dia, sentei ao lado dele nos fundos da casa de minha avó, no interior aqui no RS, e perguntei se ele queria um café…ele então respondeu que não e ficou à me olhar estranhamente…eu, por minha vez, perguntei porque me olhava e ele me disse: “Diz logo o que tu quer dizer, sinto que queres me dizer algo que não tem coragem…mas estou preparado pra ouvir!”
Com um nó na garganta, mas um alívio no peito disse: “Diones…acho que devemos seguir nossos caminhos separados um do outro…não há razão pra continuarmos, tu não acha?”
Ele respira e rebate: “Realmente é uma pena, mas concordo sim!”

Choramos, nos abraçamos, nos desculpamos pelos erros e elogiamos os acertos. Conversamos sobre questões burocráticas da separação e ele foi embora…neste dia estávamos na casa da minha vó e ele voltou pra casa que morávamos. Eu fiquei uns dias no interior e retornei pra casa…voltamos a conversar e na mesma semana ele saiu definitivamente de mala e cuia, mas saiu provisoriamente pois a casa era dele, sempre foi dele…a casa não foi comprada pelos dois…então eu disse que eu compraria uma casa ou ap pra morar com Rodrigo e assim que tudo estivesse certo ele poderia voltar pra casa dele.

Assim fizemos, fiquei na casa e comecei a procurar um imóvel pra comprar pra mim. A separação foi um alívio, mas triste…olhava pro meu filho e sentia um pouco de culpa por ele não crescer no convívio do pai todos os dias, mas ao mesmo tempo pensava em mim, precisava estar bem e feliz pra poder cuidá-lo. Não podia cair em depressão de forma alguma….busquei ajuda com psicóloga e fiquei bem mesmo.

O mais interessante é depois de 15 dias da saída dele de casa, ele me comunicou que estava namorando e queria me apresentar a namorada. Fiquei muito surpresa e confesso que não aceitei de pronto…não por ciúmes…mas porque achei um desrespeito pela relação em si. Passado uns 2 meses acabei conhecendo a namorada, pois seria inevitável esse convívio comigo e com o Rodrigo…e fui ficando mais tranquila pois ela se mostrou uma boa pessoa, e eu passei todos os meus “recados” em relação ao meu filho! Comprei minha casa e saí da casa dele levando Rodrigo comigo, óbvio!

Nossas vidas seguiram…com respeito…com diálogo e muito amor pelo nosso filho, que não tem culpa de nada e foi um desejo dos dois…
Hoje ele vive com a atual mulher que está grávida (hehehe)…coragem! São felizes…pelo menos aparentam estar felizes!

Eu vivo com meu filho…renasci como mulher…tive uma nova chance de ser feliz com um homem que me valoriza e me entende na minha loucura! Não moramos juntos…mas ele está sempre por perto!

A relação com Rodrigo é muito tranquila…graças a Deus!
Eu e meu ex conseguimos sempre fazer acordos sobre dinheiro, despesas, fins de semana e etc….
Posso dizer que realmente eu e ele não tínhamos chance de sermos felizes juntos, mas que separados estamos muito bem e nos respeitando pelo bem do nosso maior presente…Nosso Filho tão sonhado…Rodrigo!

Obrigada pela oportunidade de dividir minha estória com vocês!
Com carinho….Samanta…

rodrigo sá 2

E entre tudo que se foi, o mais importante ficou…o Rodrigo, o fruto de um desejo dos dois. Amado e cuidado.

 

 

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