EM NOME DO FILHO

10525950_827765567258369_3745755107693535373_nSó me recordo de fragmentos e vozes aleatórias, mas a sua sempre se fez presente e estável em meio aquele emaranhado de zumbidos. Firme mas ao tempo doce, grossa, porém segura de si. E quando finalmente me vi nesse mundo, assustada, foi gratificante ouvir e sentir sua presença ali, junto de mim.

E assim tem sido. Sua presença, seus carinhos, sua dedicação. Talvez eu grite e chame mais a mamãe, é verdade, mas seus braços fortes, mãos gigantes e seus abraços de urso são tão ou mais gostosos que os dela. Até hoje você não tem aquela elegância nem segurança com a qual mamãe me carrega e embala para lá e para cá, porém mesmo com este seu jeitinho desengonçado e preocupado, seu toque e sua voz fazem com que eu me sinta segura, protegida e amada.

Amo quando me joga para cima, me faz cócegas e a mamãe arregala aqueles olhos assustada. Gosto de te chamar pelo nome, mas ainda mais prazeroso é gritar PAPAI quando preciso, e segundos depois notar suas mãos me levantando, sua voz me acalentando.

Apesar de ser tão pequena, percebo quão grandes são certos problemas, e mesmo com todos eles, o vejo me presentear com sorrisos, brincadeiras no chão, sujeira na cozinha e historinhas enquanto estamos deitados no colchão.

Que bom pular e saber que você estará ali para me pegar. Chorar e você me acalentar. Pedir e ter seu abraço. Até quando fica bravo seu jeito é doce.
Suas palavras são determinadas, todavia, serenas, e seu olhar acalma. Que delícia saber que você sai para trabalhar, mas que volta, e que o abraço da volta é ainda mais forte que o da ida.

Vejo você se tornando mais pai a cada dia, são pensamentos, palavras e ações. Sementes plantadas ao longo do tempo. Pai, o vejo tão forte e especial, um gigante que cuida de nós.

Obrigada por se fazer presente mesmo quando ausente, pela mão segura, o ombro amigo e o coração puro.
Você é meu espelho, meu exemplo, meu herói.

Ah… O tempo passa e meus primeiros passinhos já se transformaram em largas passadas, e a neném que um dia eu fui já se torna menina, e de menina a moça e por fim uma mulher.

Sim papai, sua missão é pesada e difícil, mas a recompensa vem com meu sorriso e meu amor, no despertar e acompanhar do bebê que um dia você ninou.

Talvez a mamãe seja meus passos e meu guia papai, mas você é a estrada por onde pisamos. Sem seu amor, sua figura e seus carinhos, nós certamente continuaríamos caminhando, contudo nosso percurso não seria tão doce, sereno nem seguro como tem sido.

Por Lucinha Marinzek

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