A TAL LEI DA PALMADA

Lei-da-Palmada Esta noite, Marília acordou às 5 horas da madrugada chorando. Parecia que tinha tido um pesadelo. Cheguei ao quarto dela, estava sentadinha no berço, assustada. Me pediu colo, eu dei de prontidão. Enquanto eu a acalmava, ela me olhou na penumbra e disse baixinho:

-Mamãe, igura minha mão? (segura minha mão)

Eu segurei, eu beijei e mesmo após ela dormir fiquei ali velando o sono dela. E isso me fez pensar em como, por vezes as pessoas que mais deveriam proteger, cuidar e amparar são as que agridem uma criança? Uma criança inocente e pura que confia plenamente naquelas pessoas.

Pensando nisso, me rendi e decidi dar minha opinião sobre a tal lei.

Sou a favor de bater para educar? NÃO

Sou a favor de gritar, punir para educar? NÃO

Sou a favor da lei da palmada? NÃO

Explico. A tal Lei, apesar de ter uma intenção boa, é tão complexa e subjetiva, que se perde no seu ideal. Por quê? Para quem não entendeu a lei, ela não proíbe a palmada corretiva, mas sim aquelas que têm caráter excessivo. Mas ao mesmo tempo ela decide punir e obter denúncias até de um pai ou mãe que segure firme as mãos do filho para que ele pare com a birra, considerando isso um crime.

Se eu já bati em Marília? NÃO, mas talvez ainda não. Já tive vontade, muita. Já fiquei nervosa e fiz pior, eu GRITEI. Mais de uma vez me vi aos berros com minha filha, ela havia me tirado do sério e eu berrei. Já perdi a paciência inúmeras vezes. Em seguida, me ajoelhei e pedi perdão a ela. Expliquei o porquê daquilo. Tento não fazer nunca mais, mas educar não é tarefa tão simples, e ser mãe e ter a paciência da mamãe Pig (da peppa) não é tão fácil como queremos.

Eu apanhei quando criança. E não me lembro. Sei do fato porque minha própria mãe me contou. Porque não lembro? Porque tenho mais lembranças do amor, carinho e paciência do que das palmadas. Eu fui educada, não agredida. E ao contrário do muito que tenho lido por aí, existe sim uma grande diferença.

O que quero dizer com isso é: se você mãe, deu um tapinha, gritou, se excedou e obviamente está sofrendo e se culpando, saiba que a palmada só marca quando ela é freqüente demais, intensa demais e maior que o carinho, amor, dedicação que você tem pelo seu filho.

Não quero bater nem gritar com minha filha, porque isso fará com que ela tenha medo de mim, e eu quero que ela me respeite, e que minha atitude centrada seja exemplo para ela futuramente, contudo, uma palmada leve por vezes machuca mais a mãe que a criança.

Existem palmadas que doem mais que as físicas. Palmadas de palavras, palmadas de falta de atenção. Pais que terceirizam a educação de seus filhos, pais que simplesmente não dão atenção nunca, acreditem: falta de amor dói e provoca mais marcas que uma palmada corretiva, para ensinar. O MELHOR seria nunca perdermos a paciência, nunca batermos, nunca gritarmos e nunca nos cansarmos. Mas somos humanos, temos falha e duvido sempre daquelas pessoas que cospem uma maternidade perfeita, sem erros, falhas e cansaço, uma maternidade fácil e maravilhosa todos os dias.

Por Lucinha Marinzek Massarelli

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12 opiniões sobre “A TAL LEI DA PALMADA

  1. Não sou a favor da lei, por ser generalizada demais, sou contra todo e qualquer tipo de violência a uma criança e sempre disse que nunca bateria no meu filho, mas na prática a coisa muda de figura e infelizmente o que funciona com outrens aqui pode não funcionar!!
    Já dei tapinha na mão e no bumbum, não é sempre pq o Lillo não é o terror mas as vezes ocorre e ele agora obedece, infelizmente já gritei e acreditem me dói mais do que bater, o grito assusta e não tem nada mais ruim do qye ver seu filho olhando assuatado pra você!!
    Eu só não quero meus filhos me ameaçando toda vez que eu disser que vão levar uma palmada pois com certeza estaremos colocando uma arma na mão deles!!!

  2. Antes de ser mãe sempre achei que as palmadas fossem necessárias pra educar bem uma criança, hj já ñ penso mais dessa forma.
    Eu apanhei sim quando era criança, e ñ era palmadas ñ, eu apanhava de cinta….
    Hj quando relembro algumas surras, me pergunto: q raiva era aquela pra chegar a esse ponto? Ñ fiz nada tão grave que merecesse aquilo!
    Ñ culpo minha mãe foi a maneira que ela sabia “educar”, foi assim que viu os pais dela fazendo, enfim já passou.
    Sempre comentei que se minha filha fizesse tal coisa eu já dava umas palmadas.
    Hj olho pro rostinho lindo dela e só tenho coragem de encher de beijos, claro que nem todos os momentos são fáceis, as vezes ela me tira do sério e sei que muitas coisas ainda estão por vir, mais farei o maior esforço do mundo pra ñ bater nela.
    Fico me perguntando se palmada educa, ou se é só uma forma de desabafar e descontar nossa raiva.
    Claro fico com a segunda opção.
    Se ñ fazemos isso c adultos, e olha que motivos ñ faltam, pq fazer com uma criança é covardia!

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