VOLTAR A TRABALHAR x FICAR EM CASA COM O BEBÊ

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Sabe aquelas questões freudianas de: caso ou compro uma bicicleta? Então, na maternidade é esta: volto a trabalhar ou fico em casa?

Bom, de qualquer forma é preciso ser DIRETA quanto a esta questão: TRABALHAR MINHA AMIGA, VOCÊ IRÁ DE QUALQUER JEITO… IGUAL UMA ESCRAVA CAMELA DO SAARA…rsrs, estando em casa ou na rua, é trabalho na certa!!!

Toda mãe logo quando o bebê completa seus 3 meses começa a ficar neurótica (mais ainda do que toda mãe é) isso porque logo, logo o bebê completa seus 4 meses e pra muitas mães essa é a hora da GRANDE DECISÃO, algumas sortudas (ô inveja) podem ficar ate os 6 meses com os bebês.

Com 4 meses de nascido a mamãe e o bebê ainda estão se conhecendo, agora se identificam melhor, a mãe já pegou o ritmo do bebê, que agora já interage melhor com a mãe e com todos da casa.

Mas a mãe tem que voltar a trabalhar. De um jeito ou de outro. Acho que nenhuma mãe se sente pronta assim tão cedo, a separação que se aproxima assusta e amedronta, já que o bebe na grande maioria das vezes ainda mama no peito, muitas vezes não aceitando outros alimentos (e nem deveria) deixando a mãe ainda mais apreensiva com a volta ao trabalho. Além de toda a angustia gerada pela separação a mãe se vê a voltas em como alimentar o bebê em sua ausência. Muitas optam pela introdução alimentar precoce aos 4 meses, tendo que muitas vezes delegar essa tarefa o outrem (contudo a introdução antes dos 6 meses também não é adequada, mesmo para bebês que não mamam no peito). Muitas optam pela introdução da mamadeira, mesmo relutando, e outras optam pela armazenação do leite materno para que outros deem ao bebe, contudo, não é tão fácil tirar o leite, ainda mais em grande quantidade, eu mesma nunca consegui tirar muita quantidade de leite.

Mas para muitas mães só existe uma opção que é voltar ao trabalho e então com o coração na mão, a mãe sai e deixa seu pequeno indefeso pra trás e vai trabalhar. Já outras conseguem ficar um tempo com o bebê em casa. Hoje iremos relatar os 2 lados da moeda. A mãe que trabalha e a mãe que fica em casa.

A MÃE QUE CONTINUOU TRABALHANDO…por Lucinha
Quando o final da minha licença maternidade fora chegando eu me sentia aquele pessoal que ia no Show do Milhão do Sílvio Santos sabe, já tinha pedido a ajuda dos universitários (vulgo minha família…rs), aquele reloginho do tempo continuava rodando, a hora chegando e eu NÃO SABIA A RESPOSTA. Hahahaha
E lá fui eu, com 4 meses e meio para o serviço. O corpo foi, o coração fica. Por SORTE, a pessoa que eu mais confio ficou com ela, minha mãe. E por SORTE 2, trabalho com a família e aceitei cortar meu salário no meio para trabalhar só meio período. Se acaso você possa ter esta opção: faça! Porque apesar de termos ficado MEGA BLASTER sem grana, VALE A PENA. Só esse ano, quando minha filha completou seus 1 ano e 6 meses, e que foi também a escolinha, que eu voltei período integral.

O 1 dia de retorno ao batente foi de choro, meu, só meu, felizmente. Quando saí de casa parecia que tinha deixado um pedaço meu para trás, e tinha realmente. Liguei 4 vezes para saber como ela estava, ia chorar no banheiro. rs Mas aos poucos, com o passar dos dias fui percebendo que eu sentia mais falta que ela, que ela estava bem assistida e sair de casa para trabalhar na confiança que seu filho (a) estará sendo bem cuidado FAZ toda a diferença.

E cometendo sincerícidio…preparada para as pedras que irão me atirar…rs
Adoro ter esse tempo só meu.Senti culpa de não estar sentindo culpa de ir trabalhar (oi??? rs rs) Eu amo meu trabalho. Foi mais fácil do que eu esperava. Meu lado mulher agradece. Meu lado profissional agradece. E quer saber? Eu descanso mente e corpo no trabalho…hahahaha. Porque em casa me sinto numa roleta russa!
#prontofalei…rs

Óbvio que tem dias que a saudade aperta mais, quando ela está doente e não posso faltar do serviço é despedaçar meu coração. Saber que ela precisa mais do que nunca de você, e você não vai estar lá.

Mas se tem uma coisa que eu aprendi com a maternidade é que, toda mãe quer o melhor para seu filho, e os melhores presentes para eles, são os pais presentes. E estar presente não é medido pela quantidade de horas mas sim pela qualidade do tempo que se passa com eles.

Aqui é lei: busco na escola, venho conversando, em casa atenção somente para ela. Sem facebook, sem celular, sem cuidar da casa, sento no chão, danço, canto, pago mico. Participo.

Se acaso mãe, você precisa trabalhar fora, ou mesmo quer ter esse tempo para você e seu filho(a) ficará com alguém ou instituição de confiança, LIBERTE-SE e vá. Em maternidade não há regras. Você poderá até não estar presentes em todos os momentos da vida do seu filho (a) mas estará na memória dele nos mais importantes.

A MÃE QUE OPTOU POR FICAR EM CASA por Arianne

Quando Augusto completou seu 3 meses, já comecei a ficar angustiada, tinha uma grande decisão a tomar. Há muito tempo eu trabalhava, gostava muito de trabalhar. Gosto de sair de casa de ver gente. Mas olhar pro meu bebê tão pequeno e pensar que teria que deixar ele ao cuidado de pessoas que nunca vi na vida me cortava o coração. Era algo que eu não consegui suportar. Talvez se tivesse minha mãe por perto pra olhar ele para mim, teria voltado a trabalhar mais tranquila. Mas minha mãe mora a 1000km de distância, então a minha única opção era creche.

E vamos combinar que as vezes o tanto que você paga de creche integral não compensa, quase não sobra nada, e isso pesou muito na minha decisão. E eu queria muito poder ficar com meu filho até ele completar 1 ano ao menos. Penso que o correto seria a licença ser de 1 ano. Acho que nenhuma mãe se sentiria assim tão aflita quanto aos 4 meses. Mas enfim no Brasil é mais fácil a gente encontrar um saci de verdade não é mesmo?

Fiz um acordo no serviço e sai, o tempo que tive que voltar, trabalhei meio período e podia ir amamentar meu bebe em casa. Estava feliz. Radiante que ficaria com meu pequeno ate pelo menos 1 ano. Tudo que eu sempre quis foi curtir ao máximo a maternidade. Sempre quis ser mãe. Sempre quis aproveitar ao máximo.

Não me arrependo, penso que fiz a escolha certa. Dei muito amor e carinho ao meu filho. Estive com ele em todos os momentos: primeiro passo, primeira palavra, primeiro tombo, enfim curtir ao máximo esse 1 ano dele.

Mas a rotina de casa e criança é puxada. Engana-se quem pensa que é moleza, que não fazemos nada. Acordamos (isso é, se dormirmos né? no meu caso nem sei quando foi que dormi uma noite inteira) preparamos o café, tomamos e damos café ao bebê. Arrumamos a louça, Brinco com ele na área aqui de casa. Quando assusto já é hora de fazer o almoço e ai vai, dar comida, dar banho, fazer dormir…e quando você pode dormir só fica pensando na pilha de louça que tem pra lavar. Confesso que tem dias que durmo, tem dias que desço pra lavar a louça…se estou com sorte ele dorme mais de 1 hora e posso aproveitar e tomar um banho, assistir sossegada uma série que gosto ou ler um livro (só quem é mãe entende como é bom poder fazer essas coisas sossegadas) Se não tenho sorte e ele acorda logo as vezes nem terminei de lavar a louça, rsrs, ai tento terminar com ele no meu pé (literalmente) e vou assistir um desenho com ele ou brincar enquanto tento ajeitar os outros afazeres de casa.

UFA, o pior, o que me deixa mais triste é que as outras pessoas te julgam muito por ficar em casa com o bebê. Te julgam dizendo que você não trabalha (oi?), te julgam porque você esta deixando o bebê acostumado demais com você (ele tem que ser acostumado com quem?? Com o vizinho?) Acham que já que você não recebe, não produz, não tem o direito de se sentir cansada, pensam que você é mágica e que a casa tem que estar sempre arrumada e organizada (totalmente impossível com um bebê pequeno, principalmente se esse bebê for o Guto) e isso te deixa cada vez mais triste e desiludida.

Confesso que já sinto falta de trabalhar. AMO ficar com meu filho, ver ele crescer, ter ele sempre perto de mim. Participar ativamente da sua infância. Sei que vai fazer diferença no futuro esse tempo que fiquei com ele. Mas meu lado mulher, meu lado profissional anseia por voltar. Tento achar um trabalho de meio período, que de pra ficar com ele de manhã ao menos. Quando você mora em uma cidade que não tem os pais e parentes, fica tudo muito mais difícil, porque tudo é você. Não tem com quem deixar o bebê pra nada, compras, médico, farmácia, exercícios, em tudo no seu dia-a-dia você tem que encaixar o bebê.

Não é fácil. Pelo contrário, acho que é mais dificil do que voltar a trabalhar. Porque você não descansa. NUNCA. São 24 horas ligada, no filho ou na casa. E cada dia é igual ao anterior. Tem dias que parece que você vai surtar. Tem dias que parece que você vai enlouquecer. Dai você pega e vai pra casa dos parentes, um fim de semana de descanso. Renova as forças e começa tudo novamente. Rsrs

Não sei, talvez vocês estivessem esperando um relato diferente, não acho que fiz errado em ter optado por ficar com ele. Faria sim novamente. Mas não é simples como parece. É puxado, é dificil, como tudo no doce e complexo mundo da maternidade. Mas quando olhar pra trás, penso eu que vou olhar com carinho e saudade, todos os pontos negativos esquecidos e tudo que lembrarei será o sorriso dele assim que acorda e sua carinha feliz chamando MAMÃE MAMÃE…. o dia todo! Sério o DIA TODO! RSRS

Enfim meninas é isso. Os dois lados da moeda. Pensem bem e pesem tudo direitinho.Só vocês podem tomar essa decisão. E seja ela qual for, será a decisão certa.

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